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Vegetação

© Edison Vilela Vegetação de Minas Gerais - Edison Vilela Vegetação de Minas Gerais

Diversos recursos naturais, dentre eles, o clima, o relevo e as bacias hidrográficas são os fatores preponderantes na constituição da variada cobertura vegetal de Minas Gerais.

 

Esta vegetação pode ser resumida nos seguintes tipos de vegetais:

floresta úmida costeira, na parte oriental;

floresta seca, que ocupa uma posição intermediária entre a floresta costeira e as formações arbustivas do interior;

floresta subtropical mista, que ocorre em determinados trechos elevados da Serra da Mantiqueira;

cerrado, que reflete um clima quente semi-úmido, com estações seca e chuvosa bem marcadas, apresenta veredas, capões de matas, às vezes densas, tendo como elementos predominantes os arbustos e a vegetação rasteira;

campo, caracterizado por uma cobertura vegetal pobre, com predomínio da vegetação herbácea em que os arbustos são escassos e as árvores raras e isoladas, é encontrado nos pontos mais elevados das serras da Mantiqueira, Espinhaço e Canastra;

caatinga, constituindo formações vegetais caracterizadas por plantas espinhosas, galhos secos e poucas folhas.”  (Perfil de Minas Gerais 2001)

 

Minas Gerais possui, sem dúvida, uma rica e bela flora distribuída na sua ampla superfície territorial. Da década de 80 do século 20 em diante, áreas especiais foram criadas e legalizadas com finalidade de preservação, tendo em vista a proteção do meio ambiente e do ecossistema, sobretudo como reserva genética da flora e da fauna para fins científicos, educacionais, culturais, e, principalmente, para preservação das espécies. As áreas designadas como terras indígenas, necessitam de atenção e vigilância permanentes, visando o assentamento da população nativa.

 

Nos últimos anos, o aperfeiçoamento da legislação ambiental visa garantir a preservação dos recursos naturais do Estado. Para tanto, as três esferas de governo, juntamente com a iniciativa privada, vêm desenvolvendo várias ações através dos órgãos responsáveis pela gestão ambiental: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), além do trabalho das secretarias, departamentos municipais de meio ambiente e diversas ong’s.

 

Apesar de áreas significativas do território estadual já terem sido devidamente preservadas para usos específicos, Minas Gerais perdeu muito de seus recursos naturais, sofrendo “intenso desmatamento de seus ecossistemas em função da exploração econômica desordenada. Dados recentes demonstram que a área do Estado originalmente coberta pela mata Atlântica encontra-se reduzida a 4% e que a situação do cerrado também é crítica.

 

As agressões às riquezas naturais do Estado vêm ocorrendo desde o século 18. Inúmeras áreas foram devastadas em função da mineração do ouro e, ainda hoje, em decorrência da exploração do minério de ferro, bauxita e outros minerais. As plantações de eucalipto, para atender às fábricas de celulose, e as siderúrgicas, que exigem o carvão vegetal em seus fornos de ferro gusa, também contribuem para que a devastação se torne ainda mais visível em diversas extensões da terra mineira. Acrescentam-se a isso os métodos arcaicos de coivaras (queimas de roçadas para fins de adubação com as cinzas) para a agricultura, que ocorrem desde o século 19, principalmente com a produção do café, milho e da cana-de-açúcar. Além disso, o uso desregrado de agrotóxicos vem, a cada ano, destruindo os biomas das várias regiões do Estado.

 

Em algumas regiões, os latifundiários que exploram a pecuária extensiva, sem nenhuma preocupação com o meio ambiente, sobretudo com as nascentes e leitos de rios, também dão a sua contribuição, colocando fogo nas matas, derrubando-as e transformando-as em pastagens. Infelizmente, muitas dessas áreas estão perdidas. Devido à exaustão dos nutrientes do solo, às novas tecnologias de confinamento de gado e às terras hipotecadas, essas áreas acabam sendo abandonadas, vulneráveis a erosões e voçorocas.

 

Contudo, com a evolução científica, com o melhor conhecimento dos ecossistemas, a evolução da educação conservacionista e o aperfeiçoamento da legislação ambiental, juntamente com a atenção que a atividade ecoturística vem merecendo nos últimos anos, o nível de alerta e atenção para com as reservas ambientais também vem ganhando importância, resultando, inclusive, na abertura de novas unidades de conservação e em mudanças de visão e comportamento.

 

A preservação da vegetação de uma região está diretamente ligada à preservação da sua fauna, constituindo uma séria preocupação. Por isso, é importante salientar que reflorestamento é diferente de florestamento. O primeiro significa devolver ao solo os vegetais regionais de origem em função das propriedades e características daquele solo e da própria fauna; o segundo significa plantar quaisquer tipos de vegetais sem se preocupar com o bioma local, que envolve desde os sais minerais, microorganismos e insetos até os répteis, animais aquáticos, aves e mamíferos. Portanto, são muito discutíveis os reflorestamentos realizados, por exemplo, por algumas siderúrgicas.

 

Assim, é importante que as empresas, os proprietários de áreas rurais e as próprias administrações municipais que queiram reconstituir ambientes busquem técnicos especializados nos institutos, universidades ou escolas técnicas florestais – a exemplo das de Viçosa, Lavras, Bambui e Florestal, dentre outras - que utilizam os recursos, métodos e procedimentos compatíveis com o conceito de sustentabilidade.

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