Cultura

Manifestações Culturais Tradicionais

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01. Uma herança de muitos séculos

Foi há muitos anos, milhares de anos atrás. Os homens começavam a sair das cavernas e se transformavam numa sociedade de pastores e agricultores, aprendendo a cuidar, criar seus animais e descobrindo os segredos das plantas e suas utilidades.

 

Era a humanidades dando seus primeros passos, mas, tanto para criar os animais como para semear e cuidar das plantas, os homens precisavam da fertilidade da terra, das condições benéficas do clima e da própria natureza e, claro, mais ainda, da proteção da Divindade, o ser criador e entidade maior que a tudo dominava, fazendo o Sol nascer e se pôr, a Lua surgir e também desaparecer, a neve cair, as plantas brotarem e as flores se abrirem.

 

Era para este poder maior que estava acima e comandava a natureza em todo o seu ciclo e que permitia e dava origem ao milagre da proliferação das plantas, animais e deles próprios, seres humanos, que se dirigiam as mensagens. Em preces de agradecimento e em pedidos de proteção e ajuda.

Mesmo antes que os homens apredessem a falar, as mensagens já eram expressas em gestos, rituais e símbolos. À oração impronunciada juntous-e a palavra, dando à prece uma força ainda maior. 

 

E como eram estes gestos, rituais e símbolos? Simples. Se era para agradecer a colheita, por que não oferecer à Divindade um pouco daquilo que ela mesma pemitira? Se era para agradecer a fertilidade dos animais, claro que deveria ser entregue, ao poder maior, um pouco do resultado desta mesma fertilidade.

 

Para pedir, o humano gesto de solicitar era o bastante e essencial. A Divindade, que tudo sabia, deveria entender.

 

A isso acrescentava-se a dança gestual, coreográfica, como uma manifestação em que pedir e agradecer se tornavam um único ato.

 

Como manifestações do poder maior e, eles próprios olhados como divinos, o sol, a lua e as estrelas recebiam a gratidão humana.

 

Para a Divindade e suas manifestações acendia-se a fogueira para afugentar, atarvés da luz e das chamas, os maus espíritos e também para ser um intermediário do visível para o invisível, consumindo as ofertas que deveriam chegar ao poder maior.

 

Os frutos da terra, o trigo, as folhas, tudo se transforma, no meio do fogo, as folhas, tudo se transformava, no meio do fogo, em algo forte, espiritual, capaz de agradar aos olhos e aos corações divinos.


As árvores, símbolos vivos da fertilidade da terra e que, muitas vezes, os seres maiores utilizavam  como lar e residência, eram enfeitadas e "vestidas" pelos homens e, em torno da fogueira, dançava-se e cantava-se num solene gesto em que o som, a música e os ruídos acrescentavam uma força mais poderosa, capaz de afugentar os maus espíritos.

 

E quando isso acontecia? O tempo das colheitas era o momento propício. Os deuses tinham sido bons e os frutos estavam no tempo de serem apanhados. O inverno tinha se escondido de novo e as flores brotado. Um dia dariam a esse período o nome de solstício de verão, exatamente junho e julho no calendário atual do Hemisfério Norte. 

 

Tudo isso começou muito antes que os gregos se transformassem em nação e que Roma se tornasse o centro do mundo, mas foram os ramanos que deram um nome oficial à milenat festa da fertilidade. Eram as Junônias, lembrando a deusa Juno, protetora do mês de junho.


Juno, a deusa Hera dos gregos, era mulher e irmã de Júpiter. Deusa-mãe, esposa universal, símbolo do amor conjugal, da fidelidade e fertilidade, era também a protetora dos esposos e dos casais, detentora dos "penates" representativos das famílias e dos lares.

 

Os romanos souberam escolher bem a "padroeira" de uma festa marcada sempre, desde sua origem, à permanente força da fertilidade, nascida da relação sempre existente entre o homem e a terra.

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