Cultura

Manifestações Culturais Tradicionais

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10. Metodologia de Pesquisa

Para elaboração de trabalhos práticos sobre Folclore e sua orientação, indicamos um esquema geral bastante simples, baseado no trabalho do professor Wilson Rodrigues de Moraes - Folclore Básico - 1974:

O que?
... utilizar como tema de pesquisa;

 

Onde?... ir buscar esse tema;

Como?
... realizar essa tarefa.

 

O QUE, é a razão do trabalho, é aquilo que o aluno vai recolher e preparar como sua atividade escolar.

A escolha do tema pode ser sugerida pelo professor ou, se o aluno receber boa dose de esclarecimentos e estímulos, ele próprio pode optar por um determinado tema a pesquisar. A motivação para a pesquisa e escolha do tema podem ser encontradas nas próprias relações familiares do aluno, no seu convívio cotidiano, nos fatos comuns da vizinhança e do bairro (urbano) ou da localidade (rural) onde mora.


ONDE
, portanto, pode e deve ter como ponto de partida a casa, a família do próprio aluno.

Após a pesquisa familiar o tema pode ser obtido nas vizinhanças e no bairro onde mora o aluno. Não tem sentido pedir a um aluno residente no bairro Betânia, em Belo Horizonte, para fazer um trabalho sobre o folclore do Mato Grosso ou do Nordeste, antes de ele primeiro conhecer a si mesmo e a comunidade onde vive. Do mesmo modo, é muito mais coerente um professor trabalhando em Teresina solicitar de seus alunos um trabalho sobre Folclore no Piauí, existente naquela capital e no bairo onde está situada a escola, do que um estudo sobre as manifestações folclóricas do Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

 

COMO, é o conjunto de passos e métodos para se efetuar a atividade.

Esta parte exige que os alunos sejam orientados e motivados para que desenvolvam a sua capacidade de observar e registrar os fatos e informações vivenciadas. Quando a pesquisa exige que se converse com pessoas da comunidade, porém estranhas, os alunos devem ser preparados para se aproximar das pessoas, para entrar em determinado ambiente e para participar de algum acontecimento popular. A nossa sugestão é que os alunos façam o oposto do que fazem, em geral, a maioria dos jornalistas de televisões e pesquisadores inescrupulosos, que adotam comportamentos e atitudes desrespeitosos diante dos grupos ou das manifestações folclóricas, não se importanto como o que e como os fatos estão ocorrendo, mas apenas à cata de material para o seu trabalho, de preferência em busca do que seja fantástico ou exótico, usando o povo para seus próprios fins, sem esntendê-lo em suas manifestações, razões e explicações.

 

Como a relação pesquisador-informante não é um processo mecânico, mas fundamentado no respeito e no diálogo educativo e isso não se aprende nos livros, mas pelo próprio convívio, aconselhamos que alunos ainda sem maturidade para vôos mais altos, pratiquem suas pesquisas folclóricas, primeiro no âmbito familiar e comunitário e, só posteriormente, se lancem em pesquisas de campo além de suas fronteiras de convivência.

 

Desejamos novamente observar que as recomendações aqui feitas estão sujeitas, é claro, ao bom senso dos professores para adequá-las aos níveis de maturidade e escolaridade de seus alunos. Assim, também a critério dos professores, os trabalhos escolares poderão ser executados individualmente ou sem grupo, se bem que às vezes, o própio assunto escolhido ou a maneira de buscá-lo, poderá determinar a melhor forma de fazê-lo. 

 


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