Cultura

Manifestações Culturais Tradicionais

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Músicas Típicas

É na trova, o meio mais fácil de expressão poética, que o cancioneiro popular tem projeção entre o povo. É nela que encontra os maiores recursos para expressar, de forma poética e espontânea, a sua criatividade musical.

 


Através da música e da poesia, o povo transmite suas devoções, fala de seu trabalho, de seus amores e desamores, das suas intrigas, diz de sua admiração pela natureza, de suas brincadeiras e, até mesmo, faz a intercessão em favor de um defunto.

 


Existem, na música regional, muitas palavras que são típicas. Assim, os compositores apresentam temas característicos de sua cultura, de acordo com o seu "habitat" e utilizam muito a linguagem metafórica para complementarem seus versos.

 


A música típica ou folclórica é de harmonia simples e franqueza de expressão, podendo ou não ser de autor desconhecido. O importante é que seja transmitida pela tradição oral, constituindo o patrimônio comum do povo de uma determinada região.

 


Os aspectos que constituem as características essenciais do fato folclórico também acompanham o cancioneiro típico ou folclórico:

 


- Tradicionalidade: a música herdada de uma geração continua sendo transmitida às próximas gerações, ainda que acrescida de novos versos.

 


- Anonimato: o criador da música a doa para o povo e o deixa usá-la como achar melhor. Não há preocupação com direitos autorais

 


- Aceitação Coletiva: o povo acolhe a música, a vivência e manifesta a sua aceitação.

 


- Transmissão Oral: a música é passada oralmente e, muitas vezes, é acompanhada de gestos e mímicas em diversas manifestações populares como casamentos, batizados, aniversários, festas dos santos padroeiros, entre outros.

 


- Funcionalidade: assim como tudo o que o povo faz, pensa, sente e expressa está relacionado com o seu dia a dia social e cultural, a música típica ou folclórica também traz, acentuadamente, esta característica. Uma música para cada faixa etária da vida. É por isto que encontramos dentre as músicas folclóricas letras que atendem às mais variadas funções:

 


Cantigas de ninar
Cantigas de roda
Cantigas de trabalho
Cantigas de desafio
Cantigas de velório
Cantigas de folguedos e danças
Cantigas de seresta
Cantigas de coreto
Cantigas de cego ou de pedir esmolas
Cantigas juninas
Cantigas de benditos
Cantigas dos cultos fetichistas
Cantigas de carnaval

 


*Cantigas de Ninar
São músicas utilizadas para embalar crianças ou fazê-las dormir, como 'Nana Nenê', 'Boi da Cara Preta' e 'Bicho Papão'.

 


*Cantigas de Trabalho
É uma forma de amenizar o trabalho rude, monótono e pesado, garantindo, assim, regularidade aos movimentos envolvidos no seu exercício, como o manejar da enxada. O canto dá, também, unidade de trabalho, como é o caso das lavadeiras, mutirões de colheita, etc. Quando realizado por um grupo de pessoas, exterioriza a consciência de grupo, estabelece um fio indivisível que une o sofrimento, a alegria e a participação de cada um.

 


*Aboio
É um outro tipo de Cantiga de Trabalho, comum entre os vaqueiros do nordeste de Minas e do Vale do Rio São Francisco. É um canto dolente, com ondulações melódicas de evidente influência mourisca, entoado para acalmar o gado e conduzí-lo. Geralmente, é cantado a uma só voz e sem acompanhamento.

 


*Cantigas de Desafio
São cantigas utilizadas para desafiar o companheiro que caiu em seu desagrado. Saída bastante inteligente, pois, sem utilizar a violência, a pessoa canta seus desafetos para a outra causadora. E esta tem a oportunidade de retribuir também a mesma altura. Vão cantando, improvisando versos, até que os nervos se amenizem e elas façam as pazes.

 


*Cantigas de Velório
Constitui um fato curioso e, até mesmo, digno de destaque, encontrar ainda hoje nas grandes cidades, pessoas vindas do nordeste mineiro e de outros estados - principalmente da Bahia e Pernambuco - que conservam o costume de cantar em uma "sentinela" (velório) de defunto.

 


Na sentinela, a pessoa que vai "puxar" os cantos fica, normalmente, do lado da cabeça do defunto, outra fica de frente e o restante forma uma coluna em volta do caixão. Os pés do morto devem ficar sempre livres, pois acredita-se que ele virá buscar aquele que ficar aos seus pés.

 


Ainda existe outra superstição em torno desses cantos fúnebres. Eles só podem ser cantados em uma sentinela, nunca em outra ocasião, pois algumas pessoas dizem que "faz mal e que o morto virá buscar alguém".

 


Os cantos são sempre melancólicos e chocantes. O grupo cantador recomenda a nova vida do defunto.

 


*Cantigas de Folguedos
São cantigas utilizadas durante a apresentação das danças dramatizadas como as Folias de Reis, Guardas de Congadas, etc.

 


*Cantigas de Seresta
São cantigas simples e melodiosas entoadas à noite, ao ar livre, sempre com acompanhamento instrumental, geralmente destinadas à pessoa amada ou a homenagear pessoas queridas em datas especiais como o Dia das Mães, Bodas, etc. A seresta é considerada um fato folclórico herdado dos portugueses. No entanto, além de músicas folclóricas ou de domínio público (D.P.), as pessoas costumam cantar outras músicas populares (M.P.) nas serestas.

 


 

 

 

 

 

 

 


 


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