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Francisco Curt Lange - Biografia

Curt Lange

Francisco Curt Lange


Cronologia

Nasceu: 12 de dezembro de 1903

Faleceu: 3 de maio de 1997, em Montevidéu/Uruguai
Natural de Eilemburg/Alemanha

 

Formação
Arquitetura pela Universidade de Munique/Alemanha

 

Atividades
Animador cultural

Pesquisador

Educador

 

Trajetória de vida
Filho de uma família de classe média alta da Alemanha, Curt Lange teve acesso a uma boa formação cultural, principalmente musical. Mas ele não residiria por muito tempo em sua terra natal. No primeiro pós-guerra, em 1923, ele se muda para a América do Sul, naturalizando-se uruguaio logo em seguida. Para tal, ele troca seu nome de Franz Kurt Lange para a forma hispânica Francisco Curt Lange.

 

Teve atuação importantíssima na musicografia latino-americana. No Uruguai, foi co-fundador e idealizador do Instituto Interamericano de Musicografia, aberto em 1938. Nesse país também foi organizador da discografia e na programação da Rádio CX6, a rádio oficial. Trabalhou também na Discoteca Nacional.

 

Em 1948, chega a terras portenhas para criar o Departamento de Musicologia na Universidad de Cuyo, além da direção da Revista de Estudios Musicales. Em 1958, recebe um convite para atuar como pesquisador da Unesco em Minas Gerais, função que ocupou por dois anos.

 

Para tal tarefa, recebeu do governo de Getúlio Vargas apenas um jipe velho. E foi com esse veículo que ele percorreu o interior de Minas à procura de antigas partituras, perdidas com os herdeiros dos grandes compositores. “Eu batia de porta em porta para perguntar às viúvas dos netos dos compositores se havia sobrado alguma coisa do marido. Elas me apresentavam baús cheios de preciosidades. Eu ia oferecendo dinheiro e salvando a papelada da fogueira –hábito antigo das viúvas. Assim descobri que a escultura e a arquitetura mineiras coloniais tinham sua contraparte musical. Uma genealogia de músicos mulatos, saídos das irmandades laicas, começava a surgir diante de meus ouvidos: Emerico, Manoel Dias de Oliveira, Inácio Parreira Neves e tantos outros“.

 

A falta de cuidado na conservação das partituras fez com que parte do seu conteúdo se perdesse para sempre. Em outra parte faltavam fragmentos, notas, que Curt Lange completou e corrigiu, numa atitude que causou certa polêmica. A música colonial brasileira deve a ele a descoberta de que “os compositores eram todos mulatos porque os portugueses brancos não achavam necessário esse tipo de atividade. Como membros de irmandades religiosas, eles compuseram música funcional para os rituais da Semana Santa”.

 

O pesquisador descobriu várias características da música barroca. “Os compositores precisavam se adaptar às circunstâncias. Assim, criaram uma música coral sólida, baseada menos no acompanhamento orquestral do que na articulação das vozes. Autores como Emerico e Dias de Oliveira criaram obras respeitáveis, originais e atualizadas com a prática musical de Viena, Boêmia e Bávara da época”.

 

No ano de 1983, transfere parte de seu acervo e manuscritos sobre música brasileira para o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto. Em 1986, muda-se para a Venezuela, onde trabalha na Biblioteca Municipal e na Revista Musical de Venezuela. O musicólogo recebe o título Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Minas Gerais, que recebe, em 1995, a custódia de seu arquivo pessoal, o Acervo Curt Lange.

 

Quando faleceu em Montevidéu dedicava-se aos estudos de uma ópera pastoral atribuída ao governador José Luís de Menezes Abranches Castelo Branco, o conde de Valadares.

 

Título
Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Minas Gerais – 1989

 

Homenagem

Em sua homenagem, seu nome foi dado a:

Coleção Francisco Curt Lange – Museu da Inconfidência, Ouro Preto/MG

Acervo Curt Lange – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte/Minas Gerais

 

 

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