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Alphonsus de Guimarães

Alphonsus Henriques da Costa Guimarães


Cronologia
Nasceu: 24 de julho de 1870.
Faleceu: 15 de julho de 1921, em Mariana.
Natural de Ouro Preto.


Formação
Bacharel em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco, em São Paulo – SP.


Atividades
1906 – Inicia suas atividades como Juiz em Mariana.
Poeta e escritor.


Trajetória de vida
O falecimento de Constança em 1888 marcou para sempre a vida de seu noivo, Alphonsus de Guimarães. Seriamente abalado, emocional e fisicamente, pela perda da noiva, Alphonsus abandou o curso de Engenharia na Escola de Minas, em Ouro Preto, e se mudou para São Paulo, onde se matriculou na consagrada Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. 


Alphonsus de Guimarães é um dos maiores poetas simbolistas brasileiros. Sua obra é composta pelo triângulo misticismo - amor - morte. O amor espiritual à amada Constança e Nossa Senhora e a morte, o caminho pelo qual encontraria as duas. Seus poemas são repletos da linguagem dos sonhos e melancolia. 


Quando estava em São Paulo, Alphonsus conheceu os poetas do movimento simbolista, e durante uma viagem ao Rio de Janeiro, no ano de 1897, conheceu o poeta Cruz e Souza. Verlaine e Mallarmé, aos quais traduziu para o português, também influenciaram sua obra.  


O poeta teve 14 filhos com Zenaide de Oliveira, com quem se casou no final do século 19. Apesar de ter constituído uma grande família - era conhecido como o “solitário de Mariana” -, viveu em um estado de isolamento, dedicando todo seu tempo à magistratura e à poesia. 


Principais obras

Poesias
Sentenário das Dores de Nossa Senhora - 1899
Câmara Ardente – 1899
Dona Mística – 1899
Kyriale – 1902
Pauvre Lyre – 1921
Pastoral aos Crentes do Amor e da Morte – 1923

Prosa
Mendigos – 1920


Homenagem
Museu Alphonsus de Guimarães - Mariana, Minas Gerais.


Trechos de obras 

PULCHRA UT LUNA

II

Celeste... É assim, divina, que te chamas.
Belo nome tu tens, Dona Celeste...
Que outro terias entre humanas damas,
Tu que embora na terra do céu vieste?
Celeste... E como tu és do céu não amas:
Forma imortal que o espírito reveste
De luz, não temes sol, não temes chamas,
Porque és sol, porque és luar, sendo celeste.
Incoercível como a melancolia,
Andas em tudo: o sol no poente vasto
Pede-te a mágoa do findar do dia.
E a lua, em meio à noite constelada,
Pede-te o luar indefinido e casto
Da tua palidez de hóstia sagrada.

 

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