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O Caso da Eira e Beira

Há uma expressão popular que diz "sem eira nem beira", ou seja, a pessoa é um pobre coitado, sem posses, sem prestígio social. A expressão tem como referência dois elementos arquitetônicos dos grandes e belos sobrados coloniais.


Mas o que é uma eira? A eira é um pátio interno em uma construção. Diz o dicionário Houaiss para eira: 1. Local de terra batida, cimentado ou lajeado, próprio para debulhar, trilhar, secar e limpar cereais e legumes. 2. Área em que se acumula o sal, ao lado das marinhas. 3. Pátio de certas fábricas de tecido. 4. Depósito de canas, anexo às fábricas de açúcar.


E a beira? Beira ou beiral é o prolongamento do telhado que avança além das paredes externas protegendo-as da chuva. Os três tipos de beiral existentes estão explicados no texto ao lado "Arquitetura Civil - Século 18".


Assim, as grandes residências coloniais, possuíam a eira, ou seja um pátio, e a beira, o telhado avançado.


Existe uma explicação sem fundamento para a expressão sem eira nem beira. Seriam "beirais duplos" ou na realidade mais elaborados como os de cimallha que só os grandes sobrados possuíam. Assim, explanam erroneamente que "casas de beira e eira" são aquelas que possuem beirais duplos. Não existe nenhum dicionário de língua portuguesa ou de termos arquitetônicos que defina eira como uma parte da beira.


Quando se diz que a casa possui eira e beira, quer dizer: possui um pátio, geralmente interno, e um telhado avançado que pode ser em três modelos - de cachorro, de cimalha, de beira seveira.

 

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