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Dani Morais - Dezembro 2014

  • Belo Horizonte / Pedra Azul - Dani Morais - Sidnei Campelo - Divulgação
  • Dani Morais anima o público - Arquivo Pessoal
  • Cantora Dani Morais - Arquivo Pessoal

Para fechar 2014, confira no Descubraminas agradável bate-papo com a cantora Dani Morais. Artista revelação, Dani aproveitou a oportunidade de mostrar seu talento em rede nacional e desde então amplia seu leque de fãs por todo Brasil. Descubra a mineira de Pedra Azul, sua forte personalidade e talento para transmitir sua arte.


                                   "Minas Gerais é o melhor lugar para se viver."


Por Roberta Almeida

Descubraminas - Você é natural de Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha. Como foi sua infância e adolescência no interior mineiro?

Dani Morais
-
Foram típicas de cidade pequena. Brincando na rua, colhendo fruta no quintal, cuidando dos irmãos mais novos, "fazendo arte" na casa da avó, tocando violão, jogando bola. Foi um período muito bem vivido, fazendo muitos amigos e aproveitando cada segundo.


DM - Influenciada pelos tios que tocavam violão e entre renomados artistas do Vale, você acabou tomando gosto pela música. Como aconteceu esse processo?

DM -
A arte é muito aflorada no Vale do Jequitinhonha. Ter primos e tios tocando na família só facilitou o meu contato com a música. Primeiro, despertou a minha curiosidade pelo violão e logo depois me interessei pelo canto. Então, foi um percurso natural, auxiliado pelo ambiente familiar e pelo caldeirão cultural que é o Vale.


DM - Durante sua carreira, você participou de vários festivais, inclusive foi premiada no 22º Festivale, ocorrido em 2003 em Medina. O que os concursos populares, tradicionais em Minas Gerais, representam para você?

DM
-
Os concursos têm o grande poder de iluminar talentos que pareciam ocultos. Muitas pessoas só acreditam no próprio talento depois de fazerem parte desse universo de festivais. Não só pela premiação, mas pela troca de experiências com outros participantes. Vale muito a pena participar para trazer a luz para dentro de você.


DM - Depois de terminar a faculdade de Artes com ênfase em música, você ministrou aulas para crianças. Essas aulas eram de música? Como foi passar seu conhecimento para as novas gerações?

DM - Isso, aula de canto, coral e percussão corporal. O mundo infantil é muito verdadeiro. Eu me divertia muito com as crianças e acho que, neste período, aprendi muito mais do que ensinei. Elas quando gostam, gostam mesmo. E eu tive a sorte de receber muito carinho. Foi uma experiência fantástica dividir com elas um pouco do que aprendi e ver o empenho delas em aprender tudo aquilo.


DM - Após a estadia em Montes Claros, você mudou para Belo Horizonte e definitivamente começou a se dedicar à carreira de cantora. Quais foram os maiores desafios desse momento em sua vida?

DM - O começo é sempre muito difícil. A gente sabe onde quer chegar, mas não sabe bem por onde ir. Acho que a maior dificuldade no início foi a busca por oportunidades e o pouco dinheiro no bolso. Mas graças a Deus essa fase não demorou muito. Encontrei pessoas que confiaram no meu trabalho e me abriram portas gigantes.


DM - Além das montanhas de Minas, você ganhou fama nacional ao participar dos programas de TV "Ídolos" e "The Voice Brasil". Inclusive, foi bastante elogiada pelo desempenho como intérprete. Em que você se inspira para elaborar essas peculiares performances?

DM - Acho que tudo que ouvi desde criança faz parte do meu repertório de inspirações. Isso vai de Zé Ramalho a Luiz Caldas. No dia a dia sempre nos deparamos com algo diferente, que ativa o nosso modo de criação. O importante é ser curioso e aprender com o próximo.


DM - Você apresenta em seus trabalhos uma grande pluralidade musical. Qual a importância dessa diversidade para sua carreira? Como você define seu estilo musical?

DM - Hoje meu estilo musical é popular. Sempre ouvi de tudo e venho de uma região onde a música do Nordeste sempre teve grande influência. O que ouvia em casa e o que ouvia na rua eram totalmente diferentes. E isso me fez criar um repertório gigantesco, sem preconceitos. E nesse meu percurso musical vivi várias fases, até chegar ao momento que estou hoje, onde faço um repertório para que as pessoas cantem, dancem, se divirtam e voltem alegres para casa. Hoje o que eu mais quero é compartilhar a minha música com a maioria do povo brasileiro.


DM - Recentemente, você gravou seu primeiro DVD "Solto e Agarrado". O que significou esse momento e como está sendo a repercussão desse álbum?

DM - Foi um momento de muita alegria e realização. Um sonho tirado do papel com a ajuda de muitos parceiros. Tive o prazer de dividir o palco com o Léo Santanna que cantou comigo a música de trabalho e a produção musical do Jaguar Andrade, guitarrista da Ivete Sangalo. Momento ímpar, acima de tudo de muito aprendizado. Graças a Deus as pessoas receberam muito bem. A nossa intenção era mostrar o novo show e graças a esse trabalho muitas portas se abriram.


DM - Atualmente, você faz shows em várias cidades, apresentando um repertório autoral e de releitura de grandes compositores. Quais são seus planos para 2015?

DM - Vamos gravar agora a nova música de trabalho, composição do Alexandre Peixe. Então nos primeiros meses de 2015 vamos focar na divulgação e principalmente nos shows. Que ele seja tão abençoado quanto 2014.



Papo de Mineiro


DM - Quem é ou foi verdadeiramente mineiro?
DM -
Meu pai.

DM - Aquela música que tem a alma de Minas?
DM -
"Paisagem na Janela", de Lô Borges e Fernando Brant.

DM - Adoro um bom prato de...
DM -
Arroz com pequi.

DM - Para quem visita Minas, o que você diz ser imperdível?
DM -
A simplicidade do interior mineiro.

DM - Em uma viagem, o que você sempre leva na bagagem para presentear?
DM -
Queijo, cachaça, requeijão e biscoito.

DM - Qual cantor melhor representa Minas Gerais?
DM -
Milton Nascimento.

DM - A paisagem que te inspira...
DM -
As pedras de Pedra Azul.

DM - Atlético, Cruzeiro ou América?
DM -
Cruzeiroooooo

DM - Fim de semana na cidade grande ou na roça?
DM -
Na roça.

DM - Quando estou fora morro de saudades de...
DM -
Da noite mineira.

DM - O que nunca sai da moda em Minas?
DM -
Falar pouco e ouvir muito.

DM - Minas Gerais é...
DM -
 Minas Gerais é o melhor lugar para se viver.



Estagiária:
Júlia Savassi

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