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Noemi Gontijo - Janeiro 2013

  • Betim - D. Noemi Gontijo - Divulgação/Salão do Encontro

Acolhimento, carinho, educação, respeito e alegria. À primeira vista, essas são as principais características do Salão do Encontro, um dos maiores projetos sociais de Minas Gerais. Sediada na cidade de Betim, a entidade foi fundada por Dona Noemi Gontijo, uma mineira defensora da inclusão social e determinada a fazer com que o outro descubra seu próprio potencial. Em conversa com o Descubraminas, a carismática Dona Noemi, de 88 anos, nos mostrou como dedicou a vida a dar esperança aos mais necessitados.


"Eu adoro ser mineira e tenho orgulho de ser mineira. Até onde está o Estado de Minas eu gosto. Rodeados de montanhas, parece que estamos mais protegidos. Eu acho que o mineiro pode até ser devagar, mas é aquele que constantemente está construíndo dentro dele alguma coisa."


Por Roberta Almeida

Descubraminas - A senhora nasceu na cidade de Luz e, há 42 anos, ilumina o caminho de muitas famílias com as ações do Salão do Encontro. Quando e como surgiu esse desejo de ajudar o próximo?
Noemi Gontijo -
Desde muito jovem. Eu falo que tive grande influência da minha avó materna, que era a pessoa mais doce que conheci e eu me identificava muito com ela. Tem uns casos muito importantes que ela me ensinou. Lá em Luz tinha uma mulher muito pobre, que se chamava Eufrásia, mas ninguém tinha paciência ou gostava dela porque ela não parava de falar. Como meu avô era uma pessoa muito influente, o bispo que vinha aos sábados e domingos celebrar missa na igrejinha perto do largo da cidade sempre passava lá na casa dele depois das celebrações. Toda vez a gente tinha que beijar a mão do bispo e eu saía logo correndo, então desde pequena eu era mais sensível às coisas e, quando olhava para o pé do bispo, me questionava sobre o porquê de tanto luxo em um sapato, com aquelas meias rochas enfeitadas que ele usava.


Então, nessa mesma sala que o bispo era recebido, um dia chegou Eufrásia e minha avó foi recebê-la, eu cheguei baixinho na orelha dela e falei assim: "Ô, vó, como é que a senhora aguenta Eufrásia? Ninguém na cidade gosta dela, ela fala demais, a senhora vai ficar muito cansada..." Aí ela pegou na minha mão, apertou e disse: "Minha neta, vou te ensinar uma coisa que você jamais deve esquecer. Goste sempre do pobre porque ninguém gosta dele". Então, uma das coisas que sempre me motivou nesta vida foi saber gostar daquele que é excluído. Aqui no Salão vem pinguço, drogado, aqueles que ninguém dá nada por eles.


Hoje está tudo modificado, para conseguir trabalho você precisa de currículo. Para trabalhar aqui eu olho no olho do interessado e enxergo o perfil da pessoa que desejo ajudar, aí eles me questionam, me perguntam como eu posso contratá-los se eles não sabem fazer nada, não possuem nenhuma habilidade, eu falo que isso não importa. Um chegou aqui me dizendo que era cego, aí eu disse para ele entrar assim mesmo que a gente ia ver o que era próprio para um cego fazer, e assim fazemos com o cego, o surdo, o paraplégico, esses que ninguém quer saber, como aprendi com a história de Eufrásia. Eu os quero aqui no Salão do Encontro. Eu gosto deles. Todo dia vem um grupo grande de pinguços, vem uns 20 almoçar aqui. Uns vem até mim e falam que sou louca, que estou dando comida a um drogado, aí eu falo com ele que faço isso para ele ficar forte e sair do mundo das drogas, que esse é o apoio que posso dar, enfim, eu mostro que acredito neles e que um dia irão largar o vício. Desta forma, aqui no Salão eu fiz segundo as palavras da minha avó.


DM - Desde 1970, o Serviço Assistencial Salão do Encontro capacita e acolhe crianças, jovens e adultos. A senhora tem uma noção de quantas pessoas passam por ano pelo projeto? Como funciona a instituição?
NG -
É muito fácil porque eu tenho um arquivo onde tudo fica registrado. Quando mudei para Betim não conhecia ninguém até ser apresentada ao Frei Stanislau Bartold, que era o chefe do seminário aqui e que gostava muito de trabalhar com os pobres, então nós dois começamos a nos encontrar sempre para ver a periferia de Betim, aqui onde o Salão está instalado foi o lugar de que gostamos mais, tinha mais cara de fazenda, eu falo que os meninos eram mais puros, aí conservei a fazenda que existia aqui, até porque nasci em uma fazenda, mas aí o Stanislau ficou aqui comigo apenas por cinco anos e depois eu caminhei sozinha. No primeiro dia fiquei assustada, mas depois eles (as pessoas que vivem e trabalham no Salão do Encontro) me motivaram a fazer por eles o que eu tinha dentro de mim. Eu vivia junto com eles, os sentia.


Hoje, nós recebemos por mês uma média de 1200 pessoas, aproximadamente 15 mil visitas por ano, mas esse número pode aumentar dependendo do período escolar, pois recebemos a visita de muitas escolas, ou época de férias, quando recebemos um público mais variado. Nós temos aqui alguns programas de atendimento e dentro deste programa temos as oficinas e atividades. No programa de educação, por exemplo, tudo começa na creche, que aceita bebês de 4 meses a 2 aninhos, depois vem a pré-escola, com crianças de 3 a 5 anos, e fechamos com a escola complementar, com meninos acima de 6 anos.


A creche e a pré-escola fazem parte da educação infantil, onde é ministrado o ensino formal, nós seguimos o currículo do município, ou seja, os professores são cedidos e formados pelo município, mas a metodologia utilizada é própria do Salão, aqui não tem filas ou gritos, para mim, não existe escola sem circo. Já na escola complementar, os meninos estudam na escola pública convencional e vêm para o Salão para participarem de atividades extras, onde eles participam das oficinas de artesanato, de circo, fazem aulas de informática, iniciação ao esporte, entre outros. Temos também as oficinas artesanais, que fazem parte do programa de geração de emprego e renda. Nessas oficinas, fazemos o trabalho de inclusão de pessoas com deficiência e idosos.


Ao todo, temos oito oficinas mais ativas, como a produção de móveis rústicos, produção de tecidos - temos três tipos de tecelagem-, o tear mineiro, o tear chileno e o tear kilim, que é um tapete mais grosso e pode ser usado dos dois lados, temos também a oficina de cerâmica, onde não trabalhamos com tornos, toda modelagem é produzida à mão, e tem, ainda, a parte de esculturas, onde vários escultores que passaram por aqui já trabalham e participam de exposições, além de venderem seus produtos até para fora do País, os que ainda participam da oficina tem suas esculturas expostas em uma galeria específica aqui dentro mesmo. Todos aprenderam aqui, mas cada um procurando descobrir o potencial dentro de si mesmo. Todo recurso que recebemos por meio da venda do artesanato é revertido para a manutenção dessas oficinas e os produtos são expostos aqui no nosso showroom e em feiras.


DM - O Salão do Encontro é oficialmente um ponto turístico do município de Betim. O projeto possui algum programa voltado especialmente para o turista?
NG -
Não só de Betim, mas como do mundo inteiro. Eu sou mais conhecida lá fora do que aqui dentro. Essa casa de hóspedes que nós estamos foi doada pelos norte-americanos, tudo de mais importante que tenho aqui foi financiado por eles, que acreditaram na minha ideia, então eu despertei neles o melhor, o mais bonito, o perfeito, o perfeito e a beleza para mim são a chave do saber, então quem fez o salão foram aqueles que gostaram da minha ideia. Isso aqui não é uma coisa da Dona Noemi, é uma coisa dos meninos de um bairro, de uma cidade que devia se orgulhar do luxo que tem.


O Salão é um marco aqui para a cidade, qualquer turista que visitar Betim tem a indicação para vir conhecer o salão. Aqui a gente promove o turismo social, aberto para empresas e escolas que desejam conhecer o trabalho da instituição com a assistência social e a preservação da cultura mineira. Temos também o turismo pedagógico, que aborda a exposição dos métodos de ensino diferenciado de outras instituições, além do contato com escolas e faculdades, onde alunos que estão se formando em pedagogia, terapia ocupacional ou fonoaudiologia tem a oportunidade de vir conhecer os métodos diferenciados na prática do ensino na instituição. Nós temos vários registros de pessoas, principalmente de fora do Brasil, que conhecem Betim por meio do Salão do Encontro, ou seja, eles vêm conhecer a instituição e acabam conhecendo a cidade.


DM - Desde sua fundação, famílias inteiras foram criadas na organização, proporcionando cidadania e resgatando a dignidade das pessoas. O que realmente tem valor para a senhora?
NG -
Desde um menininho de 4 meses até idosos de 90 anos tem lugar aqui. Agora que estão falando na inclusão de pessoas com deficiência, eu já faço isso desde o princípio do Salão, em 1970, então o cego que vem me pedir trabalho eu o aceito porque não tem problema ele não enxergar, nós vamos achar o que ele tem condições de fazer, vamos aprender juntos o melhor jeito de ele "enxergar", veja bem, os cegos enrolam as bolas de linha para as artesãs, então o trabalho dele é muito importante, pois sem a bola as artesãs não conseguem tecer, é uma consequência, aqui tem lugar para todos e esse é o real valor da vida para mim. A Margareth, por exemplo, é uma deficiente mental que a gente conserva aqui, ela ficava jogando pedra nos carros na rua, aí eu a chamei para vir para cá e até arranjei um médico para cuidar dela, mas é pena que ela foge dele. Margareth já mora no condomínio, pois quando pegamos uma pessoa para dar assistência, a gente pega por completo. Ao chegarem aqui a gente tenta fazer com que eles mesmos reduscubram a dignidade, o que podem fazer para mudar de vida. Meus meninos hoje passam é na UFMG, na PUC. Então valor para mim é a pessoa humana, é fazer com que ela mesma conheça o potencial que tem e que muita gente duvida que eles têm. O cuidado em nascer aqui e fazer com que eles cresçam, mas com eles observando como crescer com dignidade, porque isso só depende deles e o Salão só é bom por causa deles, que devem descobrir a si mesmo. Eu acho que futuramente quem vai mandar aqui é o pobre porque a ânsia dele de crescer é muito grande, ele tem, antes de tudo, o "querer fazer", o "querer mudar a sua vida".


DM - Para quem deseja valorizar a cultura e a tradição de Minas Gerais, o Salão ainda oferece produtos diferentes e sustentáveis produzidos pelos artesãos locados na entidade. Ao viabilizar esse projeto, como a senhora se sente por divulgar as tradições mineiras pelo mundo?
NG -
Eu adoro ser mineira e tenho orgulho de ser mineira. Até onde está o Estado de Minas eu gosto. Rodeados de montanhas, parece que estamos mais protegidos. Eu acho que o mineiro pode até ser devagar, mas é aquele que constantemente está construíndo dentro dele alguma coisa. Então quando uma pessoa de fora do País vem aqui e leva para fora nossa cultura, eu acredito que ela tem a capacidade de descobrir Minas Gerais mais do que os que estão aqui perto. Aqui em Betim, por exemplo, muita gente ainda não conhece o Salão do Encontro, que deveria ser um ponto de referência na divulgação de Minas pelo mundo porque é um lugar onde a criança é dirigida sem que ela perceba que está sendo dirigida.


O menino aqui é outro, a gente não vê grito, não vê fila, o ambiente favorece para que ele seja cada vez melhor, o ar que ele respira é ótimo, tem o passarinho que canta, a limpeza, aqui não tem poluição sonora, o barulho fica por conta da natureza. Os meninos cuidam e guardam os objetos de aprendizado após o uso, para que todos possam utilizar o material, as mochilinhas são personalizadas e eles adoram cuidar delas, deixá-las limpas, asseadas. Um dia eu vi um deles brincando no escorregador de mochila nas costas, aí falei com ele que precisávamos pensar em um lugar para guardá-las, ele me disse: "Não, Dona Noemi, as bolsinhas precisam ficar sempre perto da gente porque aqui eu guardo minha escova de dente, meu garfo, meu paninho para colocar embaixo do prato, meu copo". Quer dizer, olha ele aprendendo o senso de propriedade, isso é um sinal de posse e o cuidado que ele tem com o material faz com que aprenda a cuidar também do material do coleguinha, então a primeira posse é muito importante.


Eu já corri o mundo duas vezes. A primeira viagem foi minha mãe que me deu. Éramos 12 irmãos, todos casaram, só eu que não, então mamãe achava que eu tinha uma cabeça diferente e resolveu me incentivar, ela dizia que precisava me dar asas e me presenteou com uma viagem, fiquei meses na Europa. A outra foi pelo governo da Inglaterra, que reuniu na África 300 entidades do mundo todo para discutir os problemas sociais, todo mundo reclamando, até os franceses ficavam chorando as dificuldades e ninguém apresentava soluções. Foi quando eu levantei e disse que tinha uma solução. Eles assustados me perguntaram qual era, eu falei: "Acreditar em vocês mesmos, no valor de suas mãos e passar isso para as pessoas. Enquanto vocês não puserem a mão na massa e as próprias pessoas descobrirem que eles mesmos tem o potencial de vencer na vida, nada vai dar certo". Acabou o Congresso! Então, sair de Minas e mostrar quem e como somos ao mundo é muito importante para mim.


DM - Há 42 anos, a entidade oferece novas oportunidades de trabalho à população carente de Betim. A senhora acredita que esses profissionais conseguiram alcançar seu devido lugar na sociedade?
NG -
Acredito que não só ficando aqui como contratados pelo Salão, pois têm algumas pessoas que faço questão de manter aqui para que elas possam ensinar às próximas gerações o que aprenderam. Ao me formar em Artes Industriais, senti a necessidade de construir um lugar para ensinar aos jovens a produzir, para que assim aprendessem a ver o potencial que cada um tinha, não adianta ensinar ao menino a buscar o conhecimento em outro lugar, tem que buscar dentro dele, para que cada um escolha seu caminho, então esse foi o método mais simples possível que consegui desenvolver para que essas pessoas conseguissem alcançar seu devido lugar na sociedade, que é trabalhar junto deles, então aqui nós temos várias oficinas e, hoje, os líderes que dirigem essas oficinas são os meninos que chegaram aqui com 7, 10 e 11 anos de idade, e logo já começaram a ganhar um dinheirinho, tinham carteira de trabalho assinada e uns até já se aposentaram, e foram essas pessoas que me deram suporte, esse grupo de umas 11 pessoas que eu acreditei no início que me ajudou a trabalhar por eles e com eles.


Então, por exemplo, ao conseguir mostrar a eles que o certo não era pedir as coisas, era trabalhar para conquistá-las, acho que foi o primeiro passo para garantir o respeito e a dignidade que todo cidadão tem direito. Lembro que para alimentação eu pedia muito nos armazéns, como se pede esmolas, eu pedia açúcar, arroz, feijão e todo mês ia lá com meu fusquinha, um dia cheguei em um dos supermercados falando que tinha ido buscar o açúcar, o moço se assustou e me perguntou se já tinha acabado, aí eu falei que não precisava mais do açúcar, ele perguntou se eu tinha ficado ofendida e eu disse que tinha acabado de aprender com ele que a partir daquele momento nós íamos começar a trabalhar para comprar o açúcar, não íamos mais pedir, e agradeci por tudo que ele já tinha feito por mim. Nesse dia, decidi com meus meninos, que eram jovens, a fazer alguma coisa, aí começamos com o que eu sabia ensinar, que era o trabalho com a cerâmica, com o tear mineiro, mais tarde com o tear chileno, que aprendi com uma moça que veio do Chile. Eu sei que uma grande menina, a Maria da Guia, que trabalha com confecção de flores, os meninos da cerâmica, que não tinham muita noção do que era trabalhar com o barro, do que era fazer algo com as mãos, foram aprendendo e construindo o que temos hoje.


Assim, quando conseguimos diversificar nossos trabalhos, surgiu a força do salão, que eram eles que estavam fazendo, construindo, assim, o seu próprio futuro, então eu ensinava que eles tinham potencial, que não pode ser abafado, amortecido, tinha que ser mostrado, passado para outras pessoas. Aqui tinha um senhor que vivia bêbado, mas era um grande artista e nós ficamos muito amigos. Hoje eu falo com os filhos dele assim: "O seu pai deu para vocês o potencial dele". Ele sempre me pedia para cultivar, levantar os filhos, hoje ele mora com a mulher e os sete filhos no condomínio que nós temos aqui para aqueles que não têm casa, moradias lindas, porque uma das coisas que me dói muito é a pessoa não ter uma morada digna. Teve uma dona que veio morar aqui que fez uma casa de lata, ela abria as latas, unia uma na outra e fazia paredes, telhado, fez a cama dos meninos e forrou com jornal, esse é o quadro de meus grandes artistas.


Então todos que eu recebia aqui eu pensava mais além, eu não conceberia uma obra social sem ter um lugar próprio para a mãe deixar o filho, ter um contato com ele, ir levá-lo e buscá-lo na creche, já que o menino viria para o trabalho junto com ela. Um dia teve uma mãe, a Maria, que estava aqui amamentando seu filho, eu chamei os meninos da cerâmica para ver aquela cena maravilhosa da mãe alimentando o filho e um deles me falou: "Ah, Dona Noemi, agora eu aprendi. A senhora quer que a gente coloque ternura no barro". O que me dói nesse país nosso é como os poderosos fazem de adolescentes e crianças um joguete na mão deles, eles não dão o essencial, não despertam neles o que eles são capazes, não mostram a eles seu real lugar na sociedade.


DM - Depois de tantos anos engajada nas questões sociais, qual o maior desafio do Salão do Encontro hoje?
NG -
Eu acho que o grande desafio nosso sempre foi minha preocupação com que as próprias crianças descubram o potencial que cada uma tem. Tenho o desafio de fazer com que ela sinta que é importante, que é capaz. Aqui nas nossas salas modelo não tem menino sentado um na frente do outro, é um círculo aberto que nunca se fecha, um abraçando o outro, pois nenhum é mais importante do que o outro.



Papo de Mineiro


DM - Quem é ou foi verdadeiramente mineiro?

NG - Risoleta Neves! Eu só tenho isso aqui hoje por causa dela, que foi quem me deu o terreno. Ela me incentivou muito porque foi quem acreditou em mim, me ajudou a manter isso aqui sem me questionar, nunca me perguntou o que eu faria com a ajuda financeira que me dava. Foi uma grande pessoa, como diz o povo, 'fez o bem sem olhar a quem'.

DM - Aquela música que tem a alma de Minas?
NG -
Oh! Minas Gerais.

DM - Adoro um bom prato de...

NG - Frango caipira ao molho pardo.

DM - Para quem visita Minas, o que a senhora diz ser imperdível?
NG - O Salão do Encontro.

DM - Qual melhor escritor representa Minas?
NG - Carlos Drummond de Andrade.

DM - Atlético, Cruzeiro ou América?
NG -
Atlético.

DM - Quando estou fora morro de saudades de...
NG -
Na verdade eu gosto é de ficar lá fora mesmo, para aprender coisas novas e trazer para cá.

DM - Quem é o maior fã do Salão do Encontro?
NG -
Gustavo Penna

DM - Minas Gerais é...
NG -
É tudo! É meu chão, são minhas alegrias todas. Eu acho que o povo de Minas Gerais, não desfazendo dos outros, é mais centrado, não gosta muito de bagunça.


Estagiária: Laís Andrade

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