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Carlos Herculano Lopes - Fevereiro 2011

  • Jornalista Carlos Herculano Lopes - Divulgação/Tiago Nunes

O descubraminas.com traz esse mês um dos maiores escritores mineiros da atualidade. O jornalista Carlos Herculano Lopes, natural de Coluna, nos recebeu na redação do jornal Estado de Minas para um bate-papo descontraído onde ele conta sobre suas origens, a carreira de escritor e fala também sobre suas obras. Confira abaixo a íntegra da entrevista.


"Mas se vocês insistem, e de tudo querem saber, eu vou então lhes contar, e da história desse vestido, aqui vocês vão se inteirar: Bárbara foi uma mulher que uma vez, no início de um mês de setembro, apareceu por aqui..." O Vestido.


Por Jéssica Andrade e Thiago Fernandes


Descubraminas - Você é natural de Coluna, Vale do Rio Doce, como foi sua infância?
Carlos Herculano Lopes -
Nasci em Coluna, que é uma cidade do Vale do Rio Doce, em 1956. Lá eu fiz o curso primário num grupo escolar chamado Heroína Torres e tive uma infância comum, igual à de todo menino de cidade pequena. Uma infância de pé no chão, jogando bola, pegando passarinho. Fui criado numa fazenda de gado, perto da cidade. Então eu vivia entre a cidade e a nossa fazenda, nesse universo rural, e ao mesmo tempo muito lírico, onde eu aprendi muito e também lia bastante. A minha mãe era professora aposentada. O nome dela é Iracema Aguiar de Oliveira e ela comprava pra mim muitos livros, José Mauro de Vasconcelos, Monteiro Lobato, Revista Curiosidade, e eu sempre fui muito ligado a leitura. Aconteceu que em 1969 eu precisava vir a Belo Horizonte para estudar e deixei todo aquele universo.


Vivo aqui em Belo Horizonte desde essa época, mas volto muito em Coluna, porque eu gosto muito de lá. Tenho uma fazenda lá e to sempre ligado às minhas origens. Tive uma infância muito boa, que me dá muita força pra levar minha vida adiante. Tanto que esses dias eu tive uma surpresa muito agradável, que me deixou emocionado. Descobri na minha casa, no meio das minhas coisas, um livro que eu comecei a escrever em coluna em 1968, quando eu tinha 12 anos, terminei de escrever aqui em BH em 1970 e achei que eu tinha perdido. Esses dias eu achei o livro com 80 páginas intacto. Muito legal, fiquei muito feliz.


DM - Você começou a escrever com 11 anos de idade, como foi sua iniciação na literatura?
CHL -
Eu comecei a escrever nessa época, em 1968. Eu me lembro que eu comecei a colocar no papel algumas ideias. Antes eu já escrevia redações lá no grupo onde eu estudava e nessa época, meados de 68, eu comecei a escrever esse primeiro livrinho que eu acabei de contar. O nome inicial dele era O Estilingue, por aí você imagina que era coisa ingênua de um garoto e eu já escrevia com muita vontade. Escrevi esse livro entre o segundo semestre de 1968 e 1969 e terminei em 1970, quando eu fiz um curso de datilografia e passei ele todo para a máquina. Depois deixei esse livro de lado, guardei, achei que ele tinha sumido e comecei a escrever os contos do meu primeiro livro, que se chama O Sol nas Paredes, que eu lancei por conta própria, em 1980, aqui em Belo Horizonte, quando eu estava com 24 anos. Já trabalhava no jornal Estado de Minas, na editoria de pesquisa. Então, desde essa época até hoje eu já publiquei 13 livros.


A vontade de escrever surgiu fruto de uma necessidade que eu tive de falar do meu mundo, falar da minha vida, do universo que me rodeava, universo que ao mesmo tempo era muito lírico, mas, ao mesmo tempo, era muito violento. O Vale do Rio Doce, principalmente naquela época, tinha uma tradição de briga muito grande, as pessoas matavam muito. Meu pai tinha uma farmácia, em Coluna não tinha hospital, então tudo fluía para a farmácia do meu pai. Ali, ainda muito pequeno, eu via muita gente morrendo, de tiro, de facada, enfim, convivi com essa violência desde pequeno. A literatura era uma forma de exorcizar tudo isso, colocar pra fora, uma espécie de psicanálise. Como se eu estivesse falando com um psicólogo, mas como não tinha, eu falava com meu caderno, escrevendo à mão. Isso nunca mais me abandonou, tenho mais de 40 anos de literatura.


DM - Como é ser escritor? Quais as facilidades e dificuldades que você enfrenta no desenvolvimento do seu trabalho?
CHL -
A carreira do escritor, como qualquer outra carreira, é uma carreira difícil, cheia de obstáculos, cheia de desafios. A pessoa, no caso do escritor, tem que ler muito, tem que tentar descobrir a beleza da palavra, a magia que se esconde por trás da palavra, o perigo da palavra, principalmente escrita, o que você pode transmitir através da palavra e, sobretudo, você não ter censura na hora que está escrevendo, escrever sobre o que tiver vontade, o que seu coração tiver mandando, o que vier na sua cabeça. Depois você pode até cortar uma coisa ou outra, mas enquanto você está criando, aquele fluxo tem que sair com uma liberdade total. A literatura é uma grande companheira que me acompanha esses anos todos. Devo ter passado mais da metade da minha vida em cima de uma máquina de escrever e agora no computador de uns anos pra cá. Dos 13 livros, seis foram escritos na máquina Hamilton e os outros agora já no computador.


DM - De todas as suas obras, qual a mais especial (importante, marcante) para você?
CHL -
Por todos os meus livros eu tenho um carinho especial por cada um deles. Cada um dentro do seu universo, cada um dentro do que ele significou pra mim. Um dos livros meus que eu tenho uma grande feição por ele é o meu primeiro romance que se chama A Dança dos Cabelos, que eu escrevi entre 24 e 25 anos, mas só consegui publicar aos 27. O livro foi publicado inicialmente pela editora Espaço e Tempo, do Rio de Janeiro, por influência de Rose Marie Muraro. Foi o primeiro livro que começou a me projetar nacionalmente. Eu ganhei um prêmio muito importante com ele na época, que foi o prêmio Guimarães Rosa, da Secretaria de Cultura aqui de Minas Gerais. Esse livro também me rendeu outro prêmio que foi o Lei Sarney, como autor revelação em 1987. Ele já foi motivo de duas dissertações de mestrado, uma feita por uma professora de Juiz de Fora e a outra por um professor de Cascavel, no Paraná. O livro hoje está na editora Record na 10ª edição.


Tenho muita feição por dois romances meus. Sombras da Julho, com o qual eu ganhei a 5ª Bienal Nestlé de Literatura Brasileira, em 1990, e O Vestido, baseado no poema Caso do Vestido, de Carlos Drummond de Andrade. Esses dois últimos livros também foram filmados. Primeiro, O Vestido, por Paulo Thiago e Sombras de Julho, por Marco Altberg. Enfim, cada livro tem sua história. Deve ser como um filho, tem sua personalidade, seu destino e seu caminho.


DM - Seus trabalhos já lhe renderam alguns prêmios. O que significa esse reconhecimento? Você imaginava que conseguiria alcançá-lo?
CHL -
Eu acho que os prêmios de literatura são muito importantes para o autor quando ele está começando. No meu caso, eu ganhei o primeiro prêmio Cidade de Belo Horizonte, foi com o meu segundo livro de contos Memórias da Sede, de 1982. Depois eu fui premiado com o livro A Dança dos Cabelos e com Sombras de Julho fui finalista, em 2004, no prêmio Jabuti. Mas chega a um determinado momento em que não que os prêmios não sejam importantes, eles são a vida inteira, mas no meu caso, por exemplo, hoje, não que eu não necessite, mas eu não entro mais em concursos de literatura. Como eu disputei o prêmio Guimarães Rosa, o prêmio da Bienal Nestlé, enfim.


Hoje, se eu tiver que ganhar um prêmio, será por indicação, pelo fato da editora mandar os livros. Eu mesmo, correr atrás como já batalhei, não faço isso mais. Não que eu não queira ganhar prêmio, claro que todo mundo quer ganhar um prêmio, mas eles são importantes para o autor quando ele está começando, porque ajuda a abrir portas, a você ficar mais conhecido, a divulgar o seu nome na mídia e principalmente ajuda a aumentar a sua auto-estima. Saber que você tem algum valor, que pode correr atrás, que você pode conseguir.


DM - As obras "O Vestido" e "Sombras de Julho" foram adaptadas para o cinema. Como foi essa experiência? Você participou na produção?
CHL -
Foram duas experiências muito boas. Logo que eu ganhei a Bienal Nestlé de Literatura, em 1990, eu fui procurado por esse cineasta carioca Marco Altberg. Eu jamais imaginei que um livro meu fosse ser filmado, eu nunca escrevi pensando nisso. Em primeiro lugar, o livro foi transformado em uma minissérie para a TV Cultura, de São Paulo, pelo próprio Marco Altberg, depois que ele foi levado para os cinemas. Eu acho que o filme ficou muito bonito, com Ângelo Antônio, com Lú Mendonça, Roberto Frota, Nelson Xavier, Othon Bastos, uma série de estrelas do teatro, da televisão e do cinema brasileiro. Esse filme sempre passa no Canal Brasil. Sombras de Julho está na 23ª edição. Eu nem acredito, é o livro meu que mais vende. E no caso de O Vestido, a oportunidade surgiu através de um convite que me foi feito pelo cineasta Paulo Thiago, lá em São Paulo. Um dia em que eu estava participando de uma palestra na biblioteca Mário de Andrade com Roberto Drummond e Fernando Sabino. A princípio eu fiquei muito assustado, porque eu teria que escrever um texto em cima de um célebre poema de Carlos Drummond de Andrade que é Caso do Vestido, do livro A Rosa do Povo, de 1945. Depois eu resolvi encarar o desafio, escrevi o livro e graças a Deus foi muito bem aceito. Já está na sexta edição pela Geração Editorial. Teve uma tradução muito bonita na Itália. Foi uma oportunidade que surgiu pra mim por um acaso, eu agarrei e felizmente as coisas saíram muito bem.


DM - Qual a influência de Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade no seu trabalho? Qual a importância desses dois escritores mineiros para você?
CHL -
No meu trabalho, praticamente, eles não tiveram influência nenhuma. Eu sempre tive um encantamento por escritores mineiros como Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa, Fernando Sabino, Pedro Nava, Henriqueta Lisboa, Osvaldo França Júnior, Roberto Drummond e tantos e tantos outros. Se eu tive alguma influência na literatura foi no início da minha carreira, quando ficou muito em destaque no Brasil, em 1970, a literatura hispano-americana. De autores como o colombiano Gabriel Garcia Marques, o peruano Mário Vargas Llosa, os argentinos Jorge Luis Borges, Ernesto Sabato, Júlio Cortázar, os peruanos Manuel Scorza, José Maria Arguedas, o mexicano Juan Rulfo e tantos outros. Eu li esses autores com um afinco muito grande, com muito encantamento, naqueles anos de 1970.


Além do mais, vivíamos um período de ditadura muito sério ainda aqui no Brasil, tinha muita censura. Muitos autores nossos estavam proibidos de escrever como Rubem Fonseca, Ignácio Loiola Brandão, as músicas de Chico Buarque e de tantos outros. Então esses autores foram uma espécie de um norte bom que eu tive naquela época aqui no Brasil. No meu segundo livro, Memórias da Sede, é mais patente essa influência dos hispano-americanos que faziam uma literatura chamada Realismo Mágico, ou do Realismo Fantástico. Depois disso eu fui seguindo meu próprio caminho.


DM - Qual a diferença entre escrever um romance e uma crônica?
CHL -
Eu comecei escrevendo contos, os livros O Sol nas Paredes, lançado em 1980, e depois veio Memórias da Sede, de 1982. O meu primeiro romance, A Dança dos Cabelos, foi o mais estudado na academia, nasceu por um acaso. Eu morava em uma república, na rua Araxá, era bem novinho ainda, tinha 24, 25 anos. Comecei a escrever alguns contos sobre mulheres, principalmente algumas mulheres antigas de Minas que eu conheci na minha infância lá em Coluna e também sobre algumas mulheres que eu tinha conhecido. Portanto, comecei a contar algumas histórias de mulheres, na primeira pessoa, tendo o atrevimento de escrever como se eu fosse uma mulher para que aquilo ficasse autêntico. Mas jamais pensei que eu fosse escrever um romance. Fui escrevendo as histórias e quando eu já tinha 80, 90 páginas fui reler aquilo e percebi que estava escrevendo um romance sem saber. Mostrei para algumas amigas, na época me lembro que uma delas foi à escritora Rita Espechit, que hoje mora no Canadá. Ela me deu uns bons toques, mostrei para o escritor Bartolomeu Campos de Queiroz e resolvi encarar aquele desafio e escrevi e reescrevi aquilo muitas outras vezes e acabou sendo meu primeiro romance. A Dança dos Cabelos nasceu por um acaso.


Já os meus outros romances, que são Sombras de Julho, O Último Conhaque, O Vestido e agora Poltrona 27, já fiz de forma consciente, sabendo o que queria fazer. Mas A Dança dos Cabelos, no qual eu conto a história de três mulheres, a avó, a mãe e a filha, que tinham o mesmo nome de Isaura, nasceu assim como diz na minha terra "no supetão". O romance pede muito trabalho, muita humildade, você escreve, reescreve infinitas vezes aquilo até o texto ficar redondo, conciso, pelo menos para você. Mas chega um momento que nesse texto você não pode fazer mais nada, não posso acrescentar e nem tirar. O que eu tinha que dar do melhor de mim eu já dei. Daqui pra frente são as consequências naturais da vida mesmo.


O caso do romance pra mim é assim e também do conto, que é um gênero muito difícil. Quanto à crônica é tão difícil quanto. Mas na crônica nos permite misturar elementos da ficção, no caso do conto, com elementos do dia a dia, que a gente vive na rua, nos bares, nas conversas, no que a gente ouve. É um gênero muito gostoso que eu tenho exercitado aqui no Estado de Minas há mais de 10 anos. Eu comecei a escrever crônica nesse espaço que eu escrevo hoje do EM Cultura primeiro todas as terças-feiras e depois todas as sextas. Comecei por um acaso, em 2002 nesse espaço, no dia da morte do Roberto Drummond. Quando eu fui convidado aqui pelo nosso editor para escrever essas crônicas até que eles encontrassem alguém que substituísse o Roberto. Escrevi uma, duas, três e estou aí até hoje.


Acho muito bacana escrever a crônica, mesmo sendo uma coisa obrigatória. Costumo dizer que a crônica é um olhar, qualquer coisa dá uma crônica. Depois que eu comecei a escrever a crônica a minha sensibilidade que me rodeia, aquelas pessoas que me rodeiam, aquelas coisas que eu gosto, ela mudou. Porque às vezes uma história que você me conta aqui, que aparentemente estaria batida, eu posso transformar em uma boa crônica. Então é um gênero que tem me trazido muita satisfação, muita alegria, recebo muitas cartas, muitos e-mails, muito retorno dos leitores. E essas crônicas já me renderam também um monte de livros. Já me renderam O Pescador de Latinhas, A Ostra e O Bode, Entre BH e Texas, esses três pela editora Record. Eles me renderam O Chapéu do Seu Aguiar, pela editora Leitura e agora A Mulher dos Sapatos Vermelhos, que acaba de sair pela Geração Editorial.


DM - Atualmente, há uma discussão de que os livros e jornais impressos serão substituídos pelas mídias digitais. Qual a sua opinião sobre isso?
CHL -
Não vou dizer que isso é uma bobagem, porque bobagem é uma palavra muito forte. Eu acho que essas são mídias que vem para somar e de uma maneira ou de outra elas vão ter que conviver porque o jornal nunca vai acabar sempre vai ter leitores. Pode ser que o jornalismo vá se transformando, como todas as mídias, como se transformaram no decorrer dos anos. Mas eu tenho a impressão de que o jornalismo sempre vai ser um veículo de comunicação muito forte, no caso do jornal impresso. Foi a mesma coisa que aconteceu quando a televisão surgiu. Muitos céticos falaram que o rádio iria acabar e hoje o rádio continua forte como sempre foi e a televisão também. Todo mundo convivendo harmoniosamente. No caso dessas mídias eletrônicas elas estão chegando com uma força muito boa, mas eu acho que elas vêem para somar. Sou muito otimista com relação a isso. Não acho que elas vêem como um trator para passar por cima de todas as outras mídias e destruir.


DM - Qual dica que você gostaria de dar para os jovens escritores?
CHL -
Eu acho que a literatura, como qualquer outra profissão, é uma profissão muito difícil. No caso do jovem escritor que está começando é natural que tenha aquela ansiedade, aquela vontade de publicar o primeiro livro, de ver os textos nos jornais, nos suplementos, nas revistas. Mas isso pede uma certa paciência. Primeiro é necessário você escrever muito, você reler, você mostrar seu texto para as pessoas que merecem ler, que não vão te bajular, mas que vão te dar uma opinião sincera. E, principalmente, você não pode desanimar se você mostrar o seu livro para uma editora e se na primeira vez ela recusar, tente de novo. No meu caso, por exemplo, com o livro A Dança dos Cabelos, que hoje é o meu livro mais celebrado, ele foi recusado por sete editoras. Então isso não quer dizer que o seu texto não tenha valor, mas simplesmente porque você não é conhecido, ninguém sabe quem você é. Realmente apostar em um autor novo é uma coisa difícil.


Uma coisa que tem ajudado muito o autor novo, que eu tenho percebido, é a mídia eletrônica. Os blogs, essa facilidade que se tem de hoje mostrar o trabalho através da internet tem facilitado muito. Mas esse trabalho pode ser perigoso, porque o cara com pouco tempo pode achar que já é um best seller, uma celebridade. Isso quer dizer que ele tem que continuar a fazer o trabalho dele com humildade e, principalmente, ler muito. Quem quer escrever tem que ler. Quem não ler muito não consegue escrever, pode ter certeza.


DM - Quais são os clássicos da literatura mineira que você recomenda para os nossos internautas?
CHL -
Na literatura vou ficar com os nossos grandes ícones. É imprescindível ler a obra de Carlos Drummond de Andrade, toda obra de Guimarães Rosa, ler a fantástica memorialística de Pedro Nava, os maravilhosos contos fantásticos e surreais de Murilo Rubião, os romances de Osvaldo França Júnior, de Roberto Drummond, os livros de Wander Piroli, de Luis Giffoni, a poesia de Adão Ventura e tantos e tantos autores que se fosse falar aqui iríamos ficar o resto do dia falando deles.


Papo de mineiro


DM - Quem é (ou foi) verdadeiramente mineiro.
CHL
- Guimarães Rosa.


DM - Aquela música que tem a alma de Minas.
CHL -
Fazenda, de Milton Nascimento.


DM - Adoro um bom prato de...
CHL -
O velho frango com angu e quiabo.


DM - Para quem vem a Minas o que você diz ser imperdível?
CHL
- Mercado Central em Belo Horizonte e a cidade de Ouro Preto.


DM - Em uma viagem, o que você sempre leva na bagagem para presentear?
CHL -
Um bom queijo do Serro e uma boa cachaça.


DM - Qual artista plástico melhor representa Minas?
CHL -
Muito difícil falar, são muitos.


DM - A paisagem que te inspira
CHL -
As tantas montanhas que eu vejo na minha cidade quando estou em cima da Serra da Coluninha, que deu origem ao nome da minha cidade.


DM - Atlético, Cruzeiro ou América?
CHL -
Atlético.


DM - Fim de semana na Savassi ou em um sítio em Rio Acima?
CHL
- Os dois, dependendo da situação.


DM - Quando estou fora morro de saudades...
CHL -
Da minha casa em BH.


DM - Minas Gerais é...
CHL
- A minha terra.

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