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Maurício Tizumba - Janeiro 2010

  • Maurício Tizumba - Divulgação/Leonardo Lara

Manter viva a cultura negra, em especial as manifestações religiosas, como o congado. Assim é conhecido o mineiro Maurício Tizumba, que, além de manter e cultivar a tradição afro-brasileira, é músico, ator e humorista. 


A minha preocupação é simples: faço tudo isso para tentar fortalecer o meu povo, isso por acreditar na força da união”.


Por:
Daniel Souza, Gabriela Sthefânia


Descubraminas: Como foi sua infância no bairro Nova Esperança, região Noroeste de Belo Horizonte?
Maurício Tizumba: Uma infância de criança simples e pobre, que vivia em meio  aos tambores de congado e candomblé.


DM:
 Você é um artista preocupado em manter viva a cultura negra em Minas Gerais. De onde veio a paixão por esta tradição? Quais questões sociais e culturais você levanta através de cada apresentação?

MT: A cultura negra sobrevive por si só há 500 anos no Brasil. A minha preocupação é simples: faço tudo isso para tentar fortalecer o meu povo, isso por acreditar na força da união.


DM:
 De onde veio a inspiração para o sobrenome artístico Tizumba?

MT: Foi só um apelido que ganhei no ginásio de um professor de matemática.


DM:
 Suas apresentações geralmente têm entradas gratuitas ou a preços populares. Qual seu objetivo com essa proposta de trabalho?

Faço cultura popular e para eu ter um retorno de público e de dinheiro também, tenho que praticar preços baratíssimos, caso contrário, fico sem público e com o pouco de dinheiro que poderia ganhar.


DM:
 Você é um artista completo. Trabalha com música, dança, TV, teatro e cinema. Como é trabalhar em conjunto com as várias vertentes da arte?

MT: É também uma questão de sobrevivência, seria bom se só cantasse, mas para sobreviver com dignidade trabalho em outras artes. 


DM:
 Das suas composições musicais, qual julga ser a mais marcante?

MT: Minhas músicas são simples e não tem assim uma grande música marcante.


DM:
 Você é capitão da Guarda de Moçambique, um dos folguedos mais tradicionais de Minas Gerais. Você considera que esse tipo de manifestação religiosa/popular está perdendo sua força?

MT: Perdendo a força não digo, mas está mudando um pouco o foco, até mesmo para poder acompanhar a  mudança do mundo.


DM:
 Como você conceitua a música mineira hoje?

MT: Continua sendo uma das melhores do Brasil.


DM:
 Quais artistas mineiros tem admiração?

MT: Vander Lee, Marina Machado, Érika Machado, Fernanda Takai, Regina Sousa, Sérgio Pererê, Fabinho do Terreiro, Chico Amaral e tem outros.


DM:
 “A criatividade ilimitada de Maurício Tizumba torna-o um artista genuinamente brasileiro que pode, também, ser visto como universal devido à sua força, sinceridade e avidez em preservar suas raízes africanas e disseminar sua arte pelo mundo”. Essa frase foi retirada do seu site: www.tizumba.com. Nos explique de onde vem todas essas características e inspirações.
MT: Criatividade ilimitada é demais, até porque eu canto só coisas da minha raiz, da minha aldeia, talvez por isso eu seja universal.


DM:
 
Quais músicas mineiras você recomenda para nossos internautas ouvirem em 2010?

MT: Todas dos cantores mineiros que citei acima.

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