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Wilson da Silva Piazza - Novembro 2009

  • Wilson da Silva Piazza - Daniel Souza

Piazza ficou conhecido por sua garra e espírito de liderança, características estas que, juntas, o transformaram no capitão do time do Cruzeiro por dez anos consecutivos. Desde que encerrou sua vitoriosa carreira, passou a dedicar-se à promoção e assistência aos ex-colegas de profissão, especialmente os menos favorecidos.


“Cresci com essa paixão, com o sonho de me tornar um jogador profissional e, ainda dentro de um sonho muito pequeno, eu pensava e planejava, não importava qual fosse o time que me desse a oportunidade, que fosse ele o pior, mas eu queria ser profissional, viver disso.”


Por Daniel Souza, Gabriela Sthefânia e Isabella Loureiro


Descubraminas: O senhor é natural de Ribeirão das Neves, como foi sua infância nesta cidade? Desde quando começou sua paixão pelo futebol?
Wilson da Silva Piazza:
Em Ribeirão das Neves, minha cidade natal, morei na Vila Cacique, que era formada por em média 12 casas de funcionários da Penitenciária Agrícola, onde meu pai trabalhava. Minha paixão pelo futebol nasceu nessa época e dois fatores me influenciaram. O primeiro porque meu pai era atleta amador de futebol e, o segundo, é que naquela época não existiam muitas opções de lazer e o futebol era uma atividade muito fácil de ser praticada, precisava só de espaço e isso tínhamos de sobra, não eram campos de futebol, era tudo no improviso, como, por exemplo, lotes vagos.


Me lembro que, nessa época, eu não tinha nenhum tipo de calçado para jogar bola, éramos os chamados 'pés no chão'. E foi assim que dei meus primeiros passos no futebol. Iniciei a minha vida sem ter acesso aos meios de comunicação, era o tempo do fogão à lenha. Quando me mudei para a Vila Cacique tive acesso, por meio da energia elétrica, aos meios de comunicação passando então a ter noção, consciência a respeito do futebol profissional e meu interesse só aumentou.


Meu pai jogava futebol com os guardas penitenciários e também no Ipiranga, time amador de Neves, e lembro que aconteciam muitos jogos, em especial no festival, dia 21 de abril, data de aniversário do clube. Nesse dia, estreava-se uniforme, calção, meia, bola, tudo novo. Era uma festa! Às vezes, na partida principal, para fechar o dia de comemorações, o Ipiranga enfrentava um time do futebol amador de Belo Horizonte. Mas, para mim, o melhor do dia era quando participava dessa partida um jogador profissional, que ia inclusive contra o time do meu pai, mas não importava. Eu ficava alucinado, não importava quem fosse, mas só de falar que era alguém que jogava no profissional, eu ficava ansioso, na expectativa de poder ver esse jogador atuando. Achava que ser um profissional de futebol era uma coisa fora do normal.


Cresci com essa paixão, com o sonho de me tornar profissional e, ainda dentro de um sonho muito pequeno, eu pensava e planejava, não importava qual fosse o time que me desse a oportunidade, que fosse ele o pior, mas eu queria ser profissional.


DM: Quando e como surgiu a primeira oportunidade para trabalhar em um time profissional?
Piazza: Fui carregando o desejo de ser um jogador profissional de futebol desde criança, mas as chances de ingressar no futebol profissional aconteceram dentro da firma em que eu trabalhava, a Flexsolas, uma reformadora de pneus.


Esta reformadora, para disputar o Campeonato Comerciário que acontecia na colônia Silas Veloso, no Sesc Venda Nova, formou um time. Isso foi em 1959, eu tinha 16 anos e já estava dando os meus passos maiores para o futebol. Para a primeira disputa que aconteceu, não fui convidado na formação do time porque era muito novo, raquítico. Fiquei naquela expectativa, ainda mais sabendo que o campo onde aconteciam os jogos era gramado, até então só conhecia campos de terra.


Daí veio a década de 60, surgiu uma vaga no time da Flexsolas, o então diretor do time estava à procura de um jogador para preenchê-la e foi alertado sobre o meu bom condicionamento e atuação por um borracheiro amigo dele, ex-jogador do time profissional de Barão de Cocais, que me viu atuando no time amador de Neves. Então surgiu o convite para jogar pelo time da Flexsolas no Campeonato Comerciário. Com isso, veio a minha realização de pisar pela primeira vez nos gramados de um campo.


Chegou o campeonato, jogamos com muita garra e o time foi campeão. No ano seguinte, com quase 18 anos, fui convidado para atuar no profissional do Renascença, porém não como meio de campo. Fiquei pensando como eu iria fazer porque eu trabalhava de 8h às 17h30, os treinamentos aconteciam pelo menos as quartas e sextas-feiras. Então eu pedi ao meu chefe para sair para treinar, mas ele me negou, falou que se fosse para estudar que ele deixaria.


Para não deixar a empresa no prejuízo e não perder os treinos, negociei na empresa e, nas quartas e sextas-feiras, não fazia hora do almoço, ficava trabalhando direto e saia mais cedo. Mas, mesmo assim, chegava ao treino atrasado, começava às 16h e eu chegava às 16h30.


Mesmo com todo sacrifício, eu comecei a me destacar. É um tempo que eu guardo com muito carinho, e foi uma fase que tecnicamente, embora não tivesse tempo para ‘treinar’, que eu considero que estava melhor, isso eu acho que era pelo dom, pela vontade que eu tinha de jogar.


Em 62, quando estava com 19 anos, me profissionalizei no Renascença e, aos 21, em 1964, me transferi para o Cruzeiro, onde fiquei até o final da minha carreira, em 1977.


É bom que se diga também que a chance do futebol profissional foi muito em decorrência daquele sonho, mas que eu tive que guardar durante um certo período, pelo fato de ter que continuar trabalhando para bancar meus estudos e ainda ajudar em casa.  


Então eu acho que foi uma questão de manter aceso o sonho, sem forçar nada o realizei, na Flexsolas, Renascença e depois no Cruzeiro.


DM: Em 1967 veio a primeira convocação para a Seleção Brasileira e o primeiro título com a camisa verde amarela. Qual foi a emoção de ser convocado e ter permanecido na Seleção por oito anos (1967/1975), ao lado de Pelé e outros? Qual a melhor lembrança dessa época?
Piazza: Notou-se nessa época que o futebol ‘romântico’ e acadêmico não tinha mais espaço no futebol mundial, que teria que haver uma transformação, passando a ser um futebol com mais força e técnica. Mas era difícil mudar de uma hora para outra a característica, a cultura do esporte.


A partir dessa tentativa de mudança, e que deu certo, fui convocado pela primeira vez. Creio que o fato do técnico da seleção, Sr. Aymoré Moreira, irmão do Sr. Airton Moreira, que era técnico do Cruzeiro, tenha sido um facilitador. Além disso, o Cruzeiro tinha sido campeão da Taça Brasil de 66, jogando um futebol maravilhoso.


A primeira convocação foi para a Copa Rio Branco, em 67, onde foram chamados seis jogadores do Cruzeiro, inclusive eu. Uma coisa que me deu muita força foi eu já ter chegado à Seleção Brasileira como capitão do time.


Quando voltamos das disputas que aconteceram no Uruguai, senti a necessidade de aprender a língua espanhola. Já pensando lá na frente, em futuras convocações, me matriculei numa escola de tradutores e intérpretes. Com isso, ganhei não apenas o conhecimento de uma nova língua, mas também a minha esposa Margô, que eu conheci lá na escola, e tem 39 anos que estamos juntos.


DM: Com o Tricampeonato na Copa de 70, o Brasil conquistou a Taça de Ouro Jules Rimet, que foi roubada, em 1983, e derretida. Como o senhor recebeu essa notícia, já que ajudou a Seleção Canarinho a conquistá-la?
Piazza: Passou em nossas mãos e, de repente, não estava mais. Essa taça não era do Piazza e nem daquela equipe, era do povo que tanto torceu, vibrou. Não sabemos se foi um descuido, mas lamentamos. Foi uma perda da relíquia, nem tanto pelo valor financeiro, material, mas pelo valor simbólico da conquista.


Esse troféu representava muito e deveria ter sido guardado a sete chaves, mas os dirigentes dentro daquela pureza pensaram que estavam num tempo só de coisas boas, onde você andava com liberdade, com segurança pelas ruas, mas infelizmente isso foi passado.


DM: Em uma excursão pela Europa, em 1973, com a Seleção Brasileira, o senhor foi um dos idealizadores de um manifesto que tinha como objetivo a lei do silêncio. O que motivou esse manifesto?
Piazza: O movimento recebeu o nome de Glasgow, porque estávamos na cidade de Glasgow para um jogo. O que aconteceu eu acredito que foi uma falta de preparação da categoria. Estamos sujeitos a elogios e críticas, mas as críticas devem ter fundamento e, no nosso caso como atletas, deveriam ser no âmbito profissional. Infelizmente, não foi isso que aconteceu. Estávamos hospedados em hotéis públicos e, consequentemente, sempre em contato com o público. Tínhamos que tomar cuidado com nossas atitudes e, às vezes, algum atleta se esquecia e deixava ‘furo’.


Eu era capitão do time na excursão, sob o comando do Zagallo e, nós jogadores, não estávamos satisfeitos com algumas coisas que vinham acontecendo, embora tivéssemos sido alertados. O que aconteceu foi que alguns jornalistas não respeitavam, ficavam na ‘cola’, como, por exemplo, um dia de folga. Na folga, já tínhamos cumprido nossa parte como profissionais, aquela hora não era do Piazza, era hora do Wilson.


Começou-se então a vazar algumas notícias equivocadas sobre nós jogadores no Brasil. Quando ligávamos para nossos parentes, eles falavam que tinha saído notícias nossas, inclusive com fotos, falando que estávamos com uma mulher, isso aconteceu com o Pelé. Talvez, esse momento realmente tinha existido, mas não tinha nada demais, era apenas uma foto com uma fã, mas a história já se distorcia toda.


Isso então gerou certo descontentamento, até que os jogadores se reuniram e propuseram que a solução era falarmos com a direção da Confederação Brasileira de Desportes (CBD), para chegar perto dos jornalistas e pedir uma trégua. 


Porém, outras ideias surgiram e, uma delas, foi que deveríamos não ceder entrevistas aos jornalistas. Éramos 20 jogadores, 17 concordaram e não tinha jeito de convencer que não poderia ser dessa forma. Eu, como capitão, levei então a decisão ao conhecimento da direção da CBD, e falei que antes de agirmos estaríamos levando ao conhecimento deles, e perguntei a eles o que achavam.


Eles responderam que isso ficaria na história, mas que estávamos certos, nos apoiaram. A redação do manifesto foi trabalhada pela cúpula da CBD e devolvida para mim e para os demais jogadores assinarmos. Todos assinaram, inclusive treinador e técnico. Eu tenho esse texto guardado comigo até hoje, para depois ninguém vir dizer que não assinou. 


Não me arrependo de forma alguma do manifesto, mas acho que a forma que foi feita ou os termos usados deveriam ter sido diferentes. Como por exemplo, o manifesto diz que os jornalistas se comportavam como “antipatriotas”, eu acho que isso ficou pesado. Então, às vezes, a coisa está certa, mas é a forma de se fazer que tem que ser pensada. Mas tudo serve como lição. 


DM: Em sua vida de jogador, destaque um momento marcante e um desafiador.
Piazza: Existem muitos momentos marcantes, alegres e tristes. A primeira convocação é um desses momentos, alegres, porque é o ponto máximo, sempre pensei que fosse uma convocação que eu queria estar entre os 22, entre esses 22, entre os 11 que são os que vão jogar, entre os 11 se possível jogar na minha posição, mas se não for possível não tem problema, o importante é estar lá. Outro momento que posso considerar como marcante é a conquista da Taça Brasil pelo Cruzeiro.


Já desafio, sem dúvidas, foram as contusões. Eu consegui chegar à seleção brasileira, jogar e me tornar um reconhecido jogador de ponta, ser campeão mundial, mas sofri muitas contusões sérias. Tive a fratura da perna em 68, no Maracanã, dava a entender que eu não ia mais atuar como jogador de futebol. Tive também o problema na região do púbis.


O último tempo que eu fiquei no Cruzeiro eu joguei muito na base do sacrifício, estava inteiro do meio pra cima (pulmão e coração), mas pra baixo (perna) estava ruim. Na decisão do Cruzeiro de 76, na Libertadores, eu joguei o segundo tempo todo infiltrado (tipos de injeções usadas, geralmente como tratamento para reduzir a dor e melhorar a capacidade para realizar as atividades, aliviando a dor e reduzindo a inflamação). Considero esse, especialmente, o meu maior desafio, pois eu me sentia devedor com a história do Cruzeiro. A gente tinha perdido o campeonato brasileiro de 74 e 75. Eu queria ganhar esse título, que até então apenas o Santos tinha conquistado. Só que tem um detalhe, aos 42 minutos do segundo tempo, que aconteceu o terceiro gol que deu o título da Libertadores ao Cruzeiro, eu saí imediatamente de campo. Naquele momento, já estava mais do que na base do sacrifício. A anestesia estava passando e seguida de dores insuportáveis. Faltavam 3 minutos para o fim do jogo, caso nesses 3 minutos o River Plate empatasse, ia para a prorrogação e na prorrogação não se pode substituir, então eu agi neste momento pelo coletivo, na equipe e saí. Mas, o Cruzeiro foi o campeão.


DM: O senhor ficou conhecido por ser um dos melhores meio-campistas da história do futebol brasileiro. Tem algum jogador da atualidade que o senhor se lembra de si mesmo quando vê atuando?
Piazza:
Gilberto Silva, que está na Seleção, e Fabrício, que está no Cruzeiro.


DM: Como é participar do Troféu Telê Santana como conselheiro notável?
Piazza:
Me sinto distinguido, honrado por ser selecionado como tal. Pertencer a um júri onde estão vários ídolos da classe é um orgulho, embora tenha hora que eu fique um pouco preocupado, por estar julgando. Ao votar nos melhores, procuro sempre não dar palpite, e sim opinião. Mas é difícil porque às vezes não dá tempo de seguir todos os jogos, para ver aquele lateral, aquele jogador lá de cima detalhadamente, para no final você dar um voto consciente.


Creio que, opinião é quando você está por dentro, tem capacidade de divergir um assunto. Já o palpite é quando se pega a coisa no ar, quando se vê o outro falar que fulano é bom e concordar, mas na verdade nunca o viu jogar.


O troféu e a homenagem ao Telê Santana são muito justos, por aquilo que ele representou no futebol mineiro, brasileiro. O jogador que recebe um troféu desse tem que se sentir muito valorizado e motivado.


DM: Desde que encerrou sua vitoriosa carreira, o senhor passou a dedicar a maior parte do tempo a prestar serviços aos ex-colegas de profissão, especialmente os menos favorecidos. O que te levou a participar desse tipo de projeto?
Piazza:
Desde 13 de dezembro de 1976 eu trabalho com associação de entidade classista. Isso eu faço pelo meu espírito comunitário, sempre me importei não só com meus problemas, mas também com os dos outros. Eu presido a FAAP – Federação das Associações dos Atletas Profissionais, que coordena as AGAP’s – Associação de Garantia ao Atleta Profissional, existentes hoje em 13 unidades em estados diferentes. Esse sistema foi implantado para dar uma qualificação alternativa ao jogador para ele se preparar para o destreinamento do tempo da bola. Agimos na tentativa de colocar na cabeça do jogador ou ex-jogador que ele tem que ter uma profissão além do futebol, para quando ele se aposentar ter facilidade em se inserir no mercado de trabalho.


O principal trabalho nosso é de mostrar ao jogador que o futebol dura, mas que muito cedo para vida ele já acabou e você tem que continuar a vida, muitos tem família para sustentar e quando se ‘aposentam’ no futebol não sabem fazer nada da vida e aí, o que fazer?


Eu já rejeitei propostas para trabalhar com o futebol como diretor, bem como em outras funções. Mas, abracei a causa da Federação e da Associação e me sinto gratificado. Estou na AGAP há 33 anos, sou um dos fundadores, já na FAAP, que eu presido, estou há 14 anos, ambas desde a fundação. O que eu sinto é que estou retribuindo ao meio que fui feliz, onde eu realizei um sonho maior do que eu tinha sonhado e é isso que eu acho que faz parte da vida e nos faz continuar trilhando.


DM: Para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, o time comandando por Dunga obteve uma boa classificação nas eliminatórias. Qual é a expectativa do senhor para este mundial, o Brasil será hexa?
Piazza:
Como brasileiro, a gente está torcendo e quer muito que isso aconteça. Pra mim, o Dunga representou a grata surpresa na comissão da seleção brasileira, apresentando bons resultados. Agora afirmar que vai ser campeão, não. Tem muita coisa para se ajustar e a acontecer até lá para selecionar os 22 jogadores.


Não se ganha uma Copa do Mundo por acaso. Eu acredito no Brasil pela potencialidade do jogador, eles superam as dificuldades, são muito criativos e tem boas táticas.


DM: O senhor foi Presidente da Administração dos Estádios de Minas Gerais (ADEMG), entre os anos de 95 e 97. Qual a avaliação o senhor faz do projeto do ‘novo’ Mineirão para o Mundial de 2014? Em sua opinião, o Mineirão estará apto para acolher jogos?
Piazza:
Considero que o Mineirão sem dúvidas terá capacidade de sediar jogos se passar por uma modernização. A localização dele é maravilhosa, tem-se um estacionamento que em muitos outros lugares não tem. É um estádio belíssimo, mas realmente ele precisa de se conceituar, que isso até faz parte do caderno da FIFA. Falta setorização, dentre outras coisas, mas com a reforma ele irá comportar o grande evento, oferecendo conforto, mesmo que diminua sua capacidade de lotação de 60 para 55 mil.


DM: Em sua opinião, quais contribuições a Copa de 2014 irá trazer para a capital mineira?
Piazza:
A Copa antecipa muitas ações do governo, seja municipal, estadual ou federal. Muitas melhorias terão que ser feitas, como por exemplo, na área de transporte, rede hoteleira, urbanização, segurança. Isso tudo sem dúvidas vai gerar muitos empregos, divisas, capacitação para o tratamento com o turista.


É um evento fantástico, tanto que é disputado entre os países. Mas para receber este evento é necessário um investimento alto, e o que eu espero é que esse investimento nessas diversas áreas, depois da Copa que continue sendo um investimento, não um gasto. Porque o gasto é quando falamos que foi um dinheiro desperdiçado, o investimento foi um crescimento e sempre tem algo mais.


DM: Gostaria de deixar uma mensagem para os jovens que sonham em um dia vestir a camisa da Seleção Brasileira?
Piazza:
Tenho muito respeito por essa questão do sonhar. Eu sonhei, interrompi esse sonho, voltei a sonhar. Não sonhei tão alto, usei sempre a racionalidade, por que as vezes você sonha e acaba fugindo da realidade, mesmo por um sonho que se mostra impossível.


Infelizmente sabemos, nem todo sonho é realizado. Filosoficamente é muito importante e muito bonito que se diga “eu vou sonhar”, “vou conseguir”. Essa força de vontade tem que ter, mas tem que ter primeiro equilíbrio, parar, pensar e analisar toda a situação.

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