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Samambaia

Pega um móio de sambambaia (aquês ramim pariceno umas mãozinha) de preferença no morro do Paió lá do Serro (ali, esse trem dá que nem mato, sô!), pica bem picadim e freventa ela com sá pra tirá a margura (se ocê quisé, cê pode fazê qui nem a Domariana, lá de Valadares, que pega um tiquim de cinza e põe numa saculinha de pano den d’água, de junto das sambambaia pra tirá a margura e dexá ela bem virdinha tomém. Dá certo, viu!).


Aí, ocê coisa ela num canto e dexa discansá. Ajêitia uns dois quilo de custelinha, tempera a gôstio, frita bem fritinha e iscorre o restim da gurdura. Bota aio e urucum, e dispeja água fria pru cardo ingrossá. Antão, dispois de treis frivura, rivira a sambambaia e dexa cuzinhá inté chegá no ponto. Sapeca a cibulinha e sarsinha pru riba e dispois de tudo cuzidim, faz o angu de fubá de mio bem bão e come com sambambaia. Ê, trem rumado, sô! É bão deimais da conta!


Biete
Quando arguém chamá ocê de munheca de sambambaia, ocê come essa recêitia, mas num isquece de abri as mão dispois, né! Num carece de marrá mixaria pra mode Deus ajudá. Bem diz a Tereza, minha mãezinha preta, lá de Treis Barra, pertim de Mio Vêidi, que “o poco com Deus é múntio, mas o múntio sem Deus num é nada”.  A Tereza, uma muié de valô, rainha e festera das Festas do Rusaro lá do Serro, é que ajudô a carregá aquês dois, os gêmi, Leosino mais Leonildo. Ela vivia passiano pra baxo e pra riba, cidade afora, com os dois na cacunda.

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Categoria
Receitas à moda da roça
Autor
Leonildo Miranda Araújo - Leo e Leo
E-mail
leolivros@hotmail.com