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Dôs de pão

Pega uns quato pãozim de sá dos bão, aquês pão véio, já duro de quebrá os dente, que ocê ía dá pros cachorro ou pras galinha, pica ês tudo que nem rodela de tumate e põe numa vasia. Aí, ocê rivira lete pru riba pra dexá bem moiadim, inté tampá ês tudo de lete. Inquanto isso, cê pega um quarto de rapadura(ou duas caneca de açuca) e põe no fogo pra derretê.


Nora que a carda tivé prontinha, vira um li de lete e dexa frevê. Apois, o trem frivido, é rivirá a vasia com os pãozim moiado de lete na panela e dexá cuzinhá inté ingrossá o doce. Vai mexeno co a cuié de pau e vai isfregano as mão. Tano cuzidim, é pô  pra isfriá, jugá um punhado de canela de pó e se quisé botá um punhadim de quejo fresco ralado  ispaiado junto da canela tomém fica ispiciá. Bão! Se tivé geladera, é dexá ficá geladim e cumê de cuié. Iscói uma cuié bem grandona, daquéas de pegá arroiz, que é batê e valê! Ben zó Deus!


Biete
 
Essa recêitia foi da minha dindinha de batismo, Donlaíde Fonseca, muié do Sinvá Fonseca meu padim, quando ês inda morava lá no Serro, inhante deu nascê. Ela dizia pra apruveitá os pãozim tudo, que num pudia jugá fora os alimento. É isso memo, sô! A gente num pode dispirdiçá as coisa não, que Deus é múntio bão pra nóis, uai!

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Categoria
Receitas à moda da roça
Autor
Leonildo Miranda Araújo - Leo e Leo
E-mail
leolivros@hotmail.com